Lançamento de Livros e Periódicos

Repensar o multiculturalismo e o desenvolvimento no Brasil: políticas públicas de ações afirmativas para a população negra (1995-2009)

Bas´Ilele Malomalo

A presente obra emergiu das inquietações do autor em encontrar um meio para se equacionar teórica e politicamente as questões presentes no debate daquela época sobre a integração da população negra mediante a política de ações afirmativas e cotas. Articula-se em torno de dois grandes blocos. O primeiro convida ao diálogo com as epistemologias afro-africanas do sul global subalterno, revelando a feitura da bioepistemologia; as aproximações e dissensos no que se tinha produzido até então no campo dos estudos do desenvolvimento, do multiculturalismo e das relações raciais, sugerindo um novo conceito, denominado de desenvolvimento econômico multicultural, apontando a necessidade de se superar os reducionismos e   simplificações na investigação das realidades negras. O segundo bloco mostra o quanto desenvolvimento econômico multicultural não é somente um recurso teórico, mas igualmente metodológico que integra no seu procedimento a avaliação da quinta geração. Para refletir sobre as possibilidades das relações existentes entre a questão do multiculturalismo e o desenvolvimento das populações negras, foram avaliados, com base na pesquisa documental, quatro programas: Projeto Cor da Cultura; Políticas de ações afirmativas nas instituições de ensino superior; UNIPALMARES; e Programa de capacitação de afrodescendentes do banco Itaú.

As descobertas contidas no livro continuam de grande atualidade, no tempo atual de crise política e institucional, uma vez que nos possibilitam compreender que o que está em jogo, no Brasil, é a disputa do projeto nação que opõe, de um lado, os/as adeptos/as do paradigma da democracia racial e, do outro lado, os/as defensores/as do paradigma da igualdade racial.  Nesse último paradigma é que se situa o multiculturalismo emancipatório e o desenvolvimento econômico multicultural contra-hegemônico que as forças progressistas, de modo particular, os movimentos sociais negros desde sempre defendem.

Solidariedade e ação coletiva: Trajetórias e experiências

Luiz Inácio Germany Gaiger e Aline Mendonça dos Santos (orgs)

Em nossa época lamentamos os males do individualismo, mas paradoxalmente nos resignamos à ideia de que a competição, mesmo a contragosto, é o caminho inexorável da humanidade, cabendo então à solidariedade apenas uma função acessória e paliativa. Desfazendo esse engano, vemos neste livro um conjunto de experiências marcantes de solidariedade, cuja característica comum foi terem cumprido um papel historicamente decisivo ou ainda permanecerem vivas, em diferentes países e continentes, como alternativas aos modos de vida dominantes. A sua análise comparativa demonstra que o solidarismo vem de longa data e possui proveniências distintas, cujos fios se entrelaçam e ganham excepcional vigor em determinados momentos, como vemos hoje nas formas solidárias de economia, com seu notável poder de revitalização de ideais emancipatórios. Por isso, essas formas de mobilização coletiva e participação cívica são bem compreendidas apenas quando investigamos os padrões culturais e os sistemas de vida que as antecederam. Por estarem enraizados na história, esses elementos constituem um lastro experiencial e uma referência normativa para os protagonistas de inúmeras formas de solidariedade dos dias atuais, vinculadas a movimentos sociais, a variadas iniciativas da sociedade civil e a uma agenda em franco dinamismo no âmbito das políticas públicas.

Comentários ao Estatuto da Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia
Cléia Costa dos Santos  e Sergio São Bernardo (orgs)

Na obra, os autores demonstram a pluralidade e a diversidade  de vozes que contribuíram e contribuem para a efetividade do estatuto. Foram convidados 21 estudiosos do tema para comentarem o enfrentamento ao racismo nas sociedades brasileira e baiana e fazem uma análise do Estatuto  no enfrentamento ao racismo.. A obra tem o apoio do Instituto Pedra de Raio. Editado pela Ceala, a publicação, segundo os organizadores,  será também uma  fonte de pesquisa e fomentador de debates. A publicação demonstra como a Bahia foi pioneira na construção de um arcabouço legal, de forma participativa sobre a temática.

Revista del CISEN Tramas/Maepova

ISSN 2344-9594

Universidad Nacional de Salta
Presentan: Erick Morris (CES/FEUC, Brasil) y Álvaro Guaymás (UNSa, Argentina).

La Revista del Cisen Tramas/Maepova se creó en al ámbito de la Facultad de Humanidades de la Universidad Nacional de Salta a través de la Resolución H. Nº 2225-12, fue promovida por EDICISEN, editorial del Centro de Investigaciones Sociales y Educativas del Norte argentino y cuenta con el apoyo del Centro Argentino de Información Científica y Tecnológica (CAICYT-CONICET), a partir de su inclusión en el Portal de Publicaciones Científicas y Técnicas (PPCT) de Argentina.

Trama/ Maepova es una publicación internacional, semestral, arbitrada de carácter científico y humanístico. La organización administrativa y científica está a cargo del Comité Editorial, responsable de la gestión y edición de la revista, y cuenta con un Comité Científico externo estable como referente académico, sus miembros son provenientes de dos continentes América y Europa y nueve países Argentina, Brasil, Cuba, España, Francia, Italia, México, Nicaragua y Portugal. El sistema de arbitraje y evaluación científica de las colaboraciones es bajo el sistema doble ciego, a cargo de especialistas en las áreas y/o temáticas de los artículos postulados.

Meio ambiente e políticas públicas no Brasil: uma abordagem multidisciplinar

Valéria da Vinha, Liandra Caldasso e Simone Madalosso (orgs)

Esta obra reúne artigos do I Simpósio de Meio Ambiente e Políticas Públicas, e visa contribuir para o mapeamento das temáticas socioambientais e respectivas políticas públicas. Uma das variáveis transversais mais debatidas neste documento diz respeito aos arranjos institucionais adaptativos e aos sistemas de gestão compartilhada e seus mecanismos de acesso, uso e controle dos recursos naturais, bem como à corresponsabilização entre as instâncias governamentais e órgãos públicos e os usuários privados desses recursos.

Cartilha sobre a construção do Direito a Cidade

Cristine Jaques Ribeiro, Nino Rafael Medeiros Kruger, Renata Rosa Nascimento, Tayná Côrrea de Oliveira e Renan Costa Valle Scarano.

Discutir a problemática do Direito a cidade é propiciar a análise crítica sobre a realidade que vive a população e de seus mecanismos de resistência. Considerando a formação social da cidade e as transformações que vem ocorrendo nos diferentes períodos históricos se reconhece que a terra diminuiu em razão de seu esgotamento. Cabe indagar então: De quem é a cidade? Quem tem o direito à vida urbana? O que é a cidade? O campo se encerra no valor de uso da terra no tecido urbano? Tais questões circunscrevem a problemática do direito à cidade. Com essas questões levantadas surge a necessidade de elaborar a Cartilha sobre a Construção do Direito à Cidade que pretende propiciar as informações necessário para as comunidades em situação de posse sobre o direito à moradia previsto na Constituição Federal de 1988 e no Estatuo da Cidade. O processo de construção deste documento teve origem a partir das atividades do Grupo de estudos e pesquisa: Questão agrária, urbana e ambiental /Observatório dos Conflitos da Cidade vinculado ao Programa de Pós-graduação em Política Social fortalecido depois da realização do Seminário Terra, Água e Alimento: De quem é a Cidade? em 2016. Por fim, objetivo com este material é fortalecer a organização dos movimentos sociais populares, das organizações comunitárias e da população em geral com a intenção de multiplicar as informações sobre o direito à cidade e demais direitos sociais, sobre a participação da população nos conselhos municipais bem como evidenciar a necessidade de uma ampla participação para a implantação do conselho municipal da cidade no município de Pelotas

Trabalho e Políticas de Emprego: um retroceso evitável

Manuel Carvalho da Silva; Pedro Hespanha; José Castro Caldas (orgs.)

Este livro tem como objeto de pesquisa o trabalho e o emprego, o impacto da crise em termos de desemprego e precariedade, as políticas públicas adotadas ao abrigo do memorando da Troika, o seu significado e as suas consequências. Aqui se demonstra que o resgate a que Portugal esteve sujeito fez do trabalho “variável de ajustamento”, um desequilíbrio que, na sua origem, era antes de mais um desequilíbrio financeiro. Aqui se defende que o verdadeiro reequilíbrio passa pela revalorização do tabalho em todas as suas dimensões – retribuição, segurança, autonomia, participação na definição do destino das empresas e de outras organizações.

 

 MIGRAÇÕES E DIÁSPORAS AFRICANAS

Bas´Ilele Malomalo

 Os textos reunidos neste livro mesclam-se com experiências de vida, profissão e militância de seus/suas autores/as que se encontram nos diálogos tecidos em torno das temáticas: Mobilidade Humana, Migrações, Diásporas Africanas e Cooperação Sul-Sul, com destaque para a participação de sujeitos de diversos campos de conhecimentos de Ciências Sociais e Humanas. A nossa percepção é que o livro fornece um panorama das dinâmicas de migrações e diásporas africanas no Brasil, de modo especial na região nordeste do país, tendo como foco as crises internacionais e locais, e as diversas formas de lutas e resistências dos/as africanos/as e seus/suas descendentes remanescentes e/ou (i)migrantes no Brasil. Sinaliza igualmente as ambiguidades que caracterizam a cooperação sul brasileira e, par isso, nos lança o convite de sempre investir nossas energias no estudo do fenômeno migratório para qualificar as nossas lutas de resistências e contribuir para a construção da humanidade esperançosa.